Canalvivo: O Seu Canal de Notícias e curiosidades

Novas Eleições, a maioria é a favor

Novas Eleições, a maioria é a favor

Após um dia de consulta pública, quase 30 mil votam a favor da antecipação das eleições.
Um dia após o Senado Federal abrir uma consulta pública sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC), que sugere a antecipação das eleições presidenciais para outubro deste ano, juntamente com as eleições municipais, 28.679 pessoas já votaram a favor da proposta, enquanto apenas 4.344 votaram contra.

As pessoas que tiverem interesse em participar da discussão vão poder opinar se são a favor ou contra a realização das novas eleições já em outubro, além de ler o resumo da PEC e o texto completo, com seis páginas, que explica como pode ocorrer o processo.

Para ir à sanção, a PEC precisa ser aprovada em dois turnos no Senado e na Câmara dos Deputados. A proposta passou a tramitar no Congresso em abril e está agora sob avaliação da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, aguardando a designação de um relator.

“Novas eleições não têm chances”

Assinada pelo senador Walter Pinheiro (sem partido-BA) e outros cinco senadores, a proposta fixa uma nova eleição presidencial para o dia 2 de outubro, mesma data das eleições municipais. No caso de necessidade de segundo turno, a votação seria no dia 30 de outubro. Entretanto, até o parlamentar que elaborou a proposta duvida da possibilidade dela sair do papel.

Em entrevista ao UOL, o senador Walter Pinheiro lembrou de que a proposta foi apresentada no dia 6 de abril deste ano e, portanto, antes da votação que aprovou o pedido de impeachment de Dilma Rousseff (PT) na Câmara dos Deputados, dia 17, e visava “pacificar o país”.

“Ela tem a crise atual como tese e aproveita a oportunidade com uma ferramenta que resolva a crise com a participação do povo e não só do Congresso Nacional”, justificou o senador. “O impeachment é um processo que deixa a sociedade à parte da escolha dos novos governantes.”

A mudança de comando na Presidência da República, com o afastamento temporário de Dilma e a posse interina de Michel Temer (PMDB) na quinta-feira (12), embora feita dentro da lei, é considerada ilegítima por Pinheiro e grande parcela da população brasileira.

“Tanto Dilma quanto Temer tinham um consórcio e são responsáveis pela crise, não é apenas um deles”, avalia o senador, que em março deste ano decidiu se desfiliar do PT por divergências na condução de programas para o Brasil, após 30 anos de militância no partido.

Para ele, só um governante eleito pelo voto popular terá legitimidade para conseguir apoio e respeito, propor e implementar mudanças. Mas o próprio autor da ideia é incrédulo quanto ao futuro dela. “A proposta tem alguma chance de lograr êxito? Claro que não. Acho impossível”, desabafa. “Essa maioria que aprovou o impeachment vai tentar manter isso. Não querem agora nem saber de novas eleições.”

Leia mais em: http://zip.net/bstjfq

Comente com o Facebook

comentários

Related Posts

Leave a Reply