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‘Perdemos a referência, sumiu tudo’, diz prefeito após chuvas no ES

‘Perdemos a referência, sumiu tudo’, diz prefeito após chuvas no ES

Cidades como Baixo Guandu, Colatina e Nova Venécia ainda contabilizam os prejuízos causados pela maior cheia na região desde 1979 [photoxhibit=2]

A forte chuva que atingiu o Espírito Santo nas últimas semanas deixou várias cidades do Estado embaixo d’água. E, à medida que ela vai baixando, a destruição pode ser percebida com mais precisão. Com pouco mais de 30 mil habitantes, a cidade de Baixo Guandu foi uma das atingidas. O prefeito do município, Neto Barros (PCdoB), descreve desta maneira o que presenciou: “Essa chuva pegou as cabeceiras da serra e todos os córregos, igarapés vieram com uma força violenta. Sobrevoando você vê uma imagem desoladora. Perdemos a referência, sumiu tudo”, afirmou.

Nova Venécia é uma das cidades mais afetadas pela enchente no Espírito Santo

Nova Venécia é uma das cidades mais afetadas pela enchente no Espírito Santo

O prefeito disse que os donativos têm chegado e que a maior dificuldade da cidade neste momento é por máquinas, que possam ajudar no serviço de limpeza e retirada do entulho. Segundo ele, outra adversidade é o acesso às comunidades do interior. “Precisamos de máquinas, como retroescavadeira. Foram mais de 20 pontes que caíram. As estradas caíram. É um cenário de guerra, destruição total, de um prejuízo incalculável. Só as pontes são cerca de R$ 150 mil cada uma. Calculamos cerca de R$ 10 milhões de prejuízo. Perdemos uma vida. Perdemos muitos animais. E continua chovendo. A situação é muito triste.”

 

De acordo com Barros, houve alagamentos em vários bairros. “Somos banhados pelo rio Doce, é o primeiro município na divisa com Minas Gerais. Temos também o rio Guandu. Esses dois rios encheram muito, passaram de 5 metros”, disse. Segundo o prefeito, existem distritos completamente ilhados. Ele contou que as cenas vistas são fortes: “O que era rio virou mar, o que era córrego virou rio. O pessoal mais idoso, que está há muito tempo na roça, está muito assustado. Muita gente perdendo as casas. Onde a água nunca chegou nem na soleira ela passa no telhado.”

 

O prefeito lembrou que a última grande cheia na cidade ocorreu em 1979. “Foi quando choveu 39 dias direto. A chuva desabrigou mineiros, derrubou a ponte principal. De lá pra cá tinha uma chuva ou outra, mas essa foi a maior de todos os tempos. A de 79 fez encher o rio Doce”, recordou.

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