Vereadores de Aracruz acusados de “Rachid” e manter funcionários fantasmas no gabinete
Folha Vitória
O Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), por meio da Promotoria de Justiça de Aracruz, ofereceu denúncia contra os vereadores Luciano Frigini (PSB), Paulo Sérgio Rodrigues Pereira (PT) e Ronis José Pereira Alves (PDT), e os respectivos funcionários comissionados que atuavam em seus gabinetes. Eles são acusados de participar de um esquema de manutenção de funcionários “fantasmas”, além de se apropriarem de parte dos vencimentos e das gratificações destinadas aos servidores, prática conhecida como “Rachid”.
De acordo com a denúncia do MPES, muitos dos funcionários contratados não tinham curso universitário e tampouco experiência para desempenhar as funções para as quais foram contratados. Apesar dos altos salários percebidos, tais funcionários não prestavam quaisquer serviços público, não cumpriam metas e nem apresentavam resultados.
A ação aponta que funcionários dos parlamentares chegavam a ganhar R$ 3,6 mil mesmo não tendo qualquer tipo de formação acadêmica. De acordo com o MPES, a grande maioria dos assessores dos vereadores não possui curso universitário completo, nem tampouco experiência para o desempenho das funções a eles atribuídas pela legislação municipal que criou os referidos cargos.
Ainda de acordo com a denúncia, “houve um conluio entre os vereadores denunciados e os demais servidores, no sentido de aceitarem a seguinte oferta: seriam contratados como seus assessores, teriam direito a um bom salário, não teriam que se comprometer em prestar serviço público efetivo ou comprometer seu tempo na atividade para a qual foram contratados, porém, em troca, aceitariam entregar ao vereador parte significativa de seus salários”.
Os vereadores de Aracruz foram procurados pela reportagem no início da noite desta terça-feira, mas a informação do Legislativo era que o expediente na Casa já tinha sido encerrado.
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