PSB prioriza PT para vice de Casagrande

Postado por  admin em 26 de maio de 2010 – 10:47

Fonte: A Gazeta, por: Eduardo Fachetti

Publicado em: 26 de maio de 2010 às 10:47

Com a iminente adoção do nome do senador Magno Malta (PR) na composição da chapa palaciana para a disputa ao Senado, o PSB, sigla do pré-candidato Renato Casagrande, se vê às voltas de responder uma outra questão: com quem ficará a vaga de vice? O espaço é alvo de assédio do PT e PDT, mas segundo o presidente socialista no Estado, Luiz Carlos Ciciliotti, os petistas saem na frente nessa disputa, por já estarem no grupo desde que o vice-governador Ricardo Ferraço (PMDB) encabeçava o projeto governista.

“Não queremos fazer qualquer movimento que possa desagregar aliados. Fizemos um acordo com PT e PMDB – siglas que primeiro manifestaram apoio ao nome de Casagrande – para discutir a vaga. Contudo, quem sai na frente nesse processo é o PT, que está há mais tempo construindo o projeto conosco”, justificou Ciciliotti.

A fala do presidente do PSB contraria a expectativa de que, com a adesão do bloco PR, PDT, PP, PSC e PRB, Magno herdaria a indicação para tentar a reeleição, ao mesmo tempo em que o PDT do prefeito Sérgio Vidigal ganharia, pelo mesmo acordo, direito de indicar o vice. Nas últimas semanas, tanto PR quanto PDT sinalizaram que estas seriam as condições para manifestar apoio a uma das pré-candidaturas. O blocão chegou a se aproximar do PSDB do pré-candidato Luiz Paulo Vellozo Lucas.

O próprio Vidigal, que preside o PDT no Estado, admite que não há avanços nas negociações. “Na última conversa que tive com o PSB, falou-se na possibilidade de discussão sobre esse assunto. Seria arriscado dar palpites, porque essa conversa não caminhou”. Vidigal está na Europa desde o dia 16.

Petistas não recuam
De acordo com o presidente do PT no Estado, o deputado Givaldo Vieira – indicado pela sigla para assumir a posição de vice na chapa palaciana -, a legenda mantém o propósito de nomear o segundo nome do governo.

“Nós retiramos uma candidatura própria e participamos desse projeto desde o início. Acredito que os demais parceiros, respeitosamente, entenderão que este espaço cabe a nós”.

Ao defender a titularidade do vice para o PT, o presidente do PSB assinalou que os governistas já estão atendendo, em parte, aos pleitos do blocão liderado por PDT e PR, ao abrigar o senador republicano. “O pleito do PDT é de colocar o DNA do partido no nosso grupo. As portas estão abertas e os aliados têm que estar desprendidos para negociar”, finalizou Ciciliotti.

Ricardo Santos nega isolamento do PSDB
Se nas últimas semanas a chapa liderada pelo deputado federal Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB) chegou a se aproximar de um acordo com PDT, PR, PP, PSC e PRB, agora, que o tabuleiro político parece se assentar, a legenda já fala em reproduzir as alianças nacionais e ter uma candidatura sem muitas coligações. Enquanto a chapa de Renato Casagrande (PSB) contará com pelo menos 11 legendas associadas, os tucanos trabalham com a expectativa de fechar alianças com PTB, PPS e DEM na disputa ao governo.

O presidente regional do PSDB, Ricardo Santos, no entanto, nega que o partido esteja isolado. “A partir de agora, temos 20 dias para encontrar caminhos. O mais importante é que todos tenham boa vontade para que possamos encontrar soluções”. O tucano disse que as próximas semanas serão de diálogo com os possíveis aliados. “Expusemos nossa total abertura para discutir possibilidades e viabilizar candidaturas proporcionais”, comentou. Recentemente, o presidente do PPS, Luciano Pereira, disse que o partido só formará aliança com quem possa dar sustentação à prioridade do partido, de eleger deputados estaduais e federais. O DEM, por sua vez, quer liberdade para apoiar a candidatura de Ricardo Ferraço (PMDB) ao Senado, que está na chapa socialista.

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